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A CIA, ou Agência Central de Inteligência, é a principal agência de inteligência dos Estados Unidos. Ela foi criada em 1947, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de coletar e analisar informações de inteligência estrangeira e realizar operações secretas em defesa dos interesses dos EUA.
A CIA foi formada em 1947, por meio da Lei de Segurança Nacional assinada pelo Presidente dos Estados Unidos na época, Harry S. Truman. A criação da agência foi uma resposta à necessidade de centralizar e coordenar as atividades de inteligência do governo americano, que até então estavam dispersas em diversas agências e departamentos.
A CIA nasceu da fusão do Escritório de Serviços Estratégicos (OSS), agência de inteligência criada durante a Segunda Guerra Mundial, com a Research and Analysis Branch, um departamento do Departamento de Estado.
Seu principal objetivo era coletar e analisar informações estrangeiras, fornecer relatórios de inteligência para o governo e realizar operações secretas em defesa dos interesses dos Estados Unidos.
Durante a Guerra Fria, a CIA desempenhou um papel fundamental na coleta de informações sobre os soviéticos e seus aliados, além de realizar operações secretas em diversos países ao redor do mundo.
Diferenre do FBI, a CIA não é uma polícia no sentido tradicional do termo. Enquanto as forças policiais tradicionais têm como principal função manter a ordem pública, fazer cumprir as leis e investigar crimes dentro do território nacional, a CIA é uma agência de inteligência e espionagem focada em assuntos internacionais.
Casa Branca - Washington DC
A CIA está vinculada ao Poder Executivo dos Estados Unidos, mais especificamente ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI, na sigla em inglês). O Diretor de Inteligência Nacional é o principal conselheiro do presidente dos Estados Unidos em questões de inteligência e coordena as atividades de todas as agências de inteligência do país, incluindo a CIA.
Embora a CIA opere de forma independente e tenha seus próprios recursos e autoridade, ela deve seguir diretrizes gerais e políticas estabelecidas pelo governo federal, em especial pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. Isso garante que as atividades da CIA estejam alinhadas com os objetivos estratégicos de inteligência do governo dos Estados Unidos e não atuem de forma isolada ou contrária aos interesses nacionais.
A CIA já esteve envolvida em diversas polêmicas e controvérsias ao longo de sua história, algumas das quais são:
1. Operação MKUltra: Um programa de pesquisa de controle mental realizado pela CIA nos anos 1950 e 1960, envolvendo experiências com drogas, hipnose e tortura psicológica em indivíduos sem o seu consentimento.
2. Derrubada de governos estrangeiros: A CIA foi acusada de envolvimento em diversas operações para derrubar governos estrangeiros considerados adversários dos Estados Unidos, como no Irã em 1953 e no Chile em 1973.
3. Apoio a grupos rebeldes e armados: A CIA também esteve envolvida em fornecer apoio a grupos rebeldes e armados em diferentes países, muitas vezes desencadeando conflitos internos e violações dos direitos humanos.
4. Interceptação de comunicações: A CIA foi criticada por seu envolvimento em programas de vigilância e interceptação de comunicações em massa, violando a privacidade de indivíduos e de governos estrangeiros.
5. Derrubada do governo democrático de Mohammad Mossadegh no Irã em 1953, em uma operação conhecida como Operação Ajax. A CIA ajudou a orquestrar um golpe que resultou na instalação do xá Reza Pahlavi no poder.
6. Apoio à invasão da Baía dos Porcos em 1961, uma operação fracassada para derrubar o governo de Fidel Castro em Cuba. A CIA treinou e equipou exilados cubanos para tentar criar uma rebelião.
7. Apoio a grupos rebeldes na Nicarágua nos anos 1980. A CIA forneceu financiamento e armas aos chamados "Contras" que lutavam contra o governo sandinista, em meio a acusações de violações de direitos humanos.
Antes do 11 de setembro de 2001, a CIA estava focada principalmente na coleta de informações de inteligência e operações secretas em todo o mundo para combater ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos. Após os ataques terroristas de 11 de setembro, houve uma mudança significativa na atuação da CIA, com um aumento do foco no combate ao terrorismo global.
A agência passou a dedicar mais recursos e esforços para rastrear e desmantelar organizações terroristas, como a Al Qaeda, e prevenir futuros ataques. Isso incluiu operações de contrainteligência, cooperação com agências de segurança de outros países e até mesmo o uso de práticas de interrogação e detenção controversas.
Além disso, a CIA expandiu suas operações de drones para realizar ataques direcionados contra líderes terroristas em regiões como o Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Essas ações foram parte de uma estratégia mais ampla de combate ao terrorismo pós-11 de setembro.
A CIA tinha informações e sinais de alerta que indicavam que Osama bin Laden e a Al Qaeda estavam planejando ataques terroristas de grande escala antes do 11 de setembro de 2001. Houve relatórios de inteligência indicando que a Al Qaeda estava planejando um grande atentado contra os Estados Unidos, incluindo o uso de aviões como armas.
No entanto, apesar de alguns alertas específicos e alertas de inteligência, a comunicação e a análise de informações dentro e entre agências de inteligência dos Estados Unidos foram falhas, o que acabou resultando na incapacidade de conectar todos os pontos e impedir os ataques.
Após os ataques de 11 de setembro, houve uma revisão profunda dos procedimentos de inteligência e segurança dos EUA para tentar evitar falhas semelhantes no futuro.
Houve relatos e teorias conspiratórias que sugerem que o Mossad, o serviço de inteligência de Israel, teria alertado a CIA sobre possíveis ataques antes do 11 de setembro.
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