Conflito mundial: a inovadora doutrina militar assimétrica Iraniana é uma ameaça para OTAN?
- Adam Telles de Moraes

- 23 de abr. de 2024
- 5 min de leitura
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Por ADAM TELLES DE MORAES.
Editor Chefe e escritor no Blog dos Praxistas:
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Unidades Operacionais de Combate e Armamentos Bélicos nas Principais Doutrinas Militares Atuais.
As principais doutrinas militares do mundo definem as unidades operacionais de combate e armamentos bélicos que moldam os conflitos armados modernos em diversos teatros de operações. Abaixo, analisamos as tendências em escala local, nacional, continental e global:
Escala Local:
Unidades Móveis e Leves: Enfatizam a rapidez, flexibilidade e letalidade em combates de curta duração, como incursões, contra-insurgência e operações urbanas. Incluem:
Infantaria Leve: Equipada com armas leves, granadas e veículos off-road para mobilidade em terrenos complexos.
Forças Especiais: Treinadas para missões de alto risco e operações especiais, como reconhecimento, sabotagem e resgate de reféns.
Veículos Blindados Leves: Fornecem proteção contra armas leves e apoio de fogo móvel.
Drones: Utilizados para reconhecimento, vigilância, coleta de inteligência e ataques precisos.
Escala Nacional:
Brigadas Blindadas: Combinam tanques, veículos blindados de combate de infantaria, artilharia autopropulsada e apoio aéreo para manobras ofensivas e defensivas em larga escala.
Divisões Mecanizadas: Fornecem mobilidade estratégica e poder de combate, incluindo infantaria mecanizada, helicópteros de ataque e reconhecimento, e unidades de apoio logístico.
Força Aérea: Essencial para controle do espaço aéreo, ataque a alvos terrestres, transporte aéreo e guerra eletrônica.
Marinha: Protege o litoral, as linhas de comunicação marítima e os interesses marítimos nacionais, com navios de guerra, submarinos, fuzileiros navais e aviação naval.
Escala Continental e Global:
Agrupamentos de Forças Conjuntas: Combinam unidades de diferentes Forças Armadas para missões complexas em larga escala, como operações de paz ou resposta a desastres.
Ciberguerra: Capacidade de atacar e defender sistemas de informação e redes de comunicação, tornando-se crucial no cenário globalizado.
Armas Espaciais: Tecnologias em desenvolvimento, como armas antissatélites e sistemas de defesa espacial, podem influenciar o equilíbrio de poder global.
Tendências Futuras:
Aumento da Automação: Drones, veículos autônomos e sistemas de inteligência artificial podem revolucionar o campo de batalha, reduzindo a necessidade de mão de obra humana e aumentando a precisão e letalidade.
Guerra Híbrida: Combinação de táticas convencionais, guerra irregular, ataques cibernéticos e desinformação para alcançar objetivos estratégicos.
Foco em Áreas Cinzentas: Conflitos em áreas sem guerra declarada, como pirataria, terrorismo e crimes cibernéticos, exigem novas estratégias e unidades especializadas.
Observações:
A ênfase em unidades e armamentos específicos varia de acordo com as doutrinas e necessidades de cada país.
O desenvolvimento tecnológico e as características do teatro de operações influenciam na composição das unidades e na escolha dos armamentos.
A doutrina militar é um processo dinâmico que se adapta às novas ameaças e desafios do ambiente de segurança global.
Exemplos de Unidades Operacionais Famosas:
75th Ranger Regiment (EUA): Força especial de elite conhecida por sua capacidade de realizar missões complexas e perigosas.
Brigada Blindada Guararapes (Brasil): Uma das principais unidades blindadas do Exército Brasileiro, equipada com tanques Leopard 1A5 e VBTP-MR Guarani.
Força Aérea Real Britânica (RAF): Uma das mais antigas e renomadas forças aéreas do mundo, com uma frota moderna de caças, bombardeiros e aeronaves de transporte.
Marinha do Povo da China (PLAN): A maior marinha do mundo em termos de tonelagem, com uma frota crescente de porta-aviões, submarinos e destróieres.
Assim, as unidades operacionais de combate e armamentos bélicos refletem as doutrinas militares e moldam a natureza dos conflitos armados modernos. A compreensão das tendências em diferentes escalas e das tecnologias emergentes é crucial para analisar os desafios de segurança do futuro.
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O Irã mantém uma força militar significativa, com várias características distintivas em suas táticas e estratégias. Suas forças armadas tradicionais, como o Exército, a Marinha e a Força Aérea, são apoiadas por uma rede complexa de milícias e grupos paramilitares, como os Guardas Revolucionários Islâmicos e a Força Quds. Essas forças têm desempenhado um papel crucial na projeção de poder regional do Irã e na condução de suas estratégias militares assimétricas.
Em relação às táticas militares assimétricas, o Irã demonstrou habilidade em usar uma variedade de recursos, incluindo milícias, drones e foguetes de curto alcance, para desafiar seus oponentes. As milícias apoiadas pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano e várias milícias no Iraque e na Síria, desempenharam um papel fundamental em conflitos regionais, fornecendo ao Irã uma capacidade de projetar poder sem necessariamente envolver suas próprias forças convencionais.
Além disso, o Irã desenvolveu uma capacidade significativa de drones, tanto para vigilância quanto para ataques. Esses drones têm sido utilizados em diversas operações, incluindo vigilância de alvos, reconhecimento e até ataques aéreos contra inimigos. O uso de drones permite ao Irã conduzir operações com menor risco para suas próprias tropas e maior flexibilidade tática.
Os foguetes de curto alcance também desempenharam um papel importante nas táticas militares do Irã, especialmente em confrontos com Israel.
O Irã tem apoiado grupos militantes como o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, fornecendo-lhes foguetes e treinamento, que são frequentemente usados contra alvos israelenses. Esses foguetes de curto alcance representam uma ameaça significativa para Israel e têm sido uma fonte de tensão contínua na região.
No entanto, é importante notar que, apesar dessas capacidades assimétricas, o Irã ainda enfrenta desafios significativos em confrontos diretos com forças militares mais convencionais. Seus recursos e estratégias assimétricas podem fornecer vantagens táticas em certos cenários, mas não substituem completamente a necessidade de uma força militar convencional robusta.
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Especialistas militares reconhecidos pela comunidade internacional têm levantado várias preocupações e conclusões sobre os desafios das táticas militares assimétricas empregadas pelas forças Iranianas, especialmente no que diz respeito ao uso de milícias, drones e foguetes de curto alcance. Aqui estão algumas das conclusões que podem ser encontradas:
Ameaça à estabilidade regional e mundial: As táticas assimétricas empregadas pelo Irã, incluindo o apoio a milícias em outros países da região do Oriente Médio, o desenvolvimento e uso de drones e foguetes de curto alcance, representam uma ameaça à estabilidade não apenas na região, mas também globalmente. Essas ações podem desestabilizar áreas sensíveis e levar a escaladas de conflitos.
Desafio para as nações aliadas da OTAN: As táticas assimétricas do Irã representam um desafio para as nações aliadas da OTAN, uma vez que podem minar a segurança e a estabilidade em regiões onde essas nações têm interesses estratégicos. Isso pode exigir uma resposta coordenada e estratégica por parte das nações da OTAN para conter e neutralizar essas ameaças.
Adaptação das doutrinas militares: O emprego eficaz de milícias, drones e foguetes de curto alcance pelo Irã sugere a necessidade de adaptação das doutrinas militares existentes. As forças armadas devem desenvolver capacidades e estratégias para lidar com essas ameaças assimétricas de maneira eficaz, o que pode exigir uma reavaliação das prioridades de investimento em defesa e uma maior ênfase na flexibilidade e na capacidade de resposta rápida.
Risco de proliferação de táticas assimétricas: O sucesso do Irã no emprego de táticas assimétricas pode servir de modelo para outros atores não estatais e estatais que buscam desafiar as potências convencionais. Isso aumenta o risco de proliferação de táticas assimétricas em futuros conflitos, tanto a nível local quanto global, o que poderia complicar ainda mais a segurança internacional.
Em resumo, as táticas assimétricas empregadas pelas forças Iranianas representam desafios significativos para a estabilidade mundial, especialmente para as nações aliadas da OTAN. A adaptação das doutrinas militares e uma resposta coordenada e estratégica são necessárias para enfrentar eficazmente essas ameaças em um cenário de segurança em constante evolução.
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