O aniversário da 'Nova Roma' que é lembrada por poucos...
- Adam Telles de Moraes

- 23 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
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Por Raphael
Escritor responsável pelo canal:
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Hoje recordam-se os 2.777 anos da fundação de Roma, a Cidade Eterna, e essa não é uma efeméride irrelevante - ao contrário, ela nos diz respeito enquanto brasileiros.
A data é, também, a da fundação de Brasília, capital do Brasil. Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília em 21 de abril precisamente para coincidir com a data da fundação da Cidade Eterna.
Não por capricho, mas para fortalecer a associação simbólica entre Roma e a capital do Estado que tem sido pensada por intelectuais e profetizada por místicos como sua herdeira, como a Nova Roma. Por isso, a Roma antiga nos cedeu como presente uma réplica da Loba Capitolina que amamentou Rômulo e Remo (descendentes do herói troiano Enéas e, portanto, da deusa Vênus). E também por à época acendeu-se o chamado "Fogo Simbólico da Unidade Nacional", que deveria permanecer perpetuamente aceso.
Que o Brasil é o legítimo herdeiro da Roma Ocidental está acima de qualquer dúvida. Trata-se do maior dos países nascidos da semente romana/latina. É, também, por natureza um Império: além de ser uma politeia de larga escala, une raças, etnias, culturas e religiões sob uma mesma ideia e na direção de um mesmo horizonte.
O nome do país faz referência ao vermelho, a cor tradicional romana; ademais, o país em sua origem como independente reivindica o translatio imperii (a transferência da auctoritas romana), por uma miríade de linhas possíveis (da espanhola à bizantina, passando pela habsburga, para não falar no misticismo sebastianista do Quinto Império), especialmente após a extinção do Sacro-Império Romano-Germânico.
De fato, "Augusto" era um dos títulos dos imperadores do Brasil, e foi oferecido também a Pedro I os títulos de César e Autocrata, mas ele equivocadamente os recusou.
Alvissareiros são também os sonhos de Dom Giovanni Bosco, que sonhou que onde hoje é Brasília surgiria um "centro" de onde jorraria leite e mel (alegoria representativa da abundância).
E esses elementos simbólicos são complementados pela visão científica de Darcy Ribeiro, que entendeu plenamente o Brasil e o seu papel histórico potencial como o centro de uma nova civilização, uma herdeira tropical da Roma antiga.
Comemorar a Fundação de Roma é, portanto, como recordar a memória de um antepassado, de um projeto político precursor do Brasil e sem o qual o Brasil jamais teria sido possível.
Uma pena que nosso Estado não comemora formalmente esta data. Deveria.
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